
Como Alinhar Pessoas e Construir o Produto Certo
Paulo Caroli
25 highlights
Jeff Gothelf e Josh Seiden (autores do livro Lean UX,
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A característica principal de um MVP é que fazemos algo para aprender se vale a pena continuar construindo o produto.
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Os benefícios de entregar o mínimo viável irão ajudá-lo a levar o produto ao mercado muito mais rápido, a minimizar os gastos e a evoluir o produto baseado na necessidade real dos seus usuários.
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MVP é a versão mais simples de um produto que pode ser disponibilizada para a validação de um pequeno conjunto de hipóteses sobre o negócio.
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MVP não significa que o produto não vá evoluir e que suas funcionalidades não serão incrementadas. Muito pelo contrário: a ideia por trás de MVP é o desenvolvimento validado e guiado pelos resultados iniciais.
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É muito importante compreender que o MVP promove uma criação evolutiva. Logo, a arquitetura, bem como o ferramental de construção do produto, deve permitir a evolução gradual e contínua.
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A entrega contínua e incremental proporciona o aumento do valor do produto ao longo do tempo, enquanto que o processo de criação tradicional não fornece qualquer valor até o final, quando todo o projeto está pronto.
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Podemos criar uma outra metáfora: um MVP para atravessar um rio. Uma solução simples para atravessar um pequeno riacho é colocar uma viga de madeira conectando as margens. E isso é um excelente exemplo de MVP! Além de permitir a travessia, é uma maneira simples para validar o local para a construção da ponte. Coloque algumas vigas de madeira em diferentes locais do riacho e depois verifique qual delas é a mais utilizada para a travessia.
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A validação mais importante, apesar de indesejada, é a resposta negativa. Existe alguma grama para cortar? Não. Em tal caso, o tesourão não vai ser usado. E digo mais, um excelente (e caro) trator de cortar grama também não seria usado. A hipótese é falsa, portanto, um produto totalmente evoluído teria sido um grande desperdício de tempo e dinheiro!
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Pense grande, comece pequeno, aprenda rápido! É extremamente necessário ter uma visão ampla, pensar grande. Porém, você deve começar pequeno. Dê um passo curto e aprenda com ele. Esse passo é o MVP. MVP serve para validar hipóteses, para falhar e aprender rápido. Nesse contexto, menos é mais. Não desperdice tempo, dinheiro e esforço criando o produto errado.
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Isso acontece de MVP validado em MVP validado. Ou seja, cada adicional do produto deve passar pela validação. Não acrescente ao produto algo que não tenha sido testado e comprovado.
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O MVP está na interseção entre valioso, usável e factível, representando, respectivamente, o interesse do negócio, a aceitação (e admiração) dos usuários e o que é possível construir.
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O fator “uau” é aquilo que diferencia o seu produto no mercado, aquilo que conquista seus usuários e os transforma em ávidos promotores do produto.
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O fator “uau” é importante para um produto de sucesso e, para um MVP, é mais importante ainda!
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Não é por entregar um MVP que o produto é ruim, simplório, incompetente. Não confunda inacabado com ruim, simples com simplório, incompleto com incompetente. O MVP deve ser factível (de ser criado), facilmente usável, gerar muito valor e ser incrível (“uau”)!
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“Validar e aprender rápido”, eu prefiro essa frase. Você vai criar um MVP que o ajude a validar algo, mas que não deixe o usuário “se quebrar” num erro do seu produto.
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» Aquisição: número de pessoas que visitaram seu produto ou serviço. » Ativação: número de pessoas que tiveram uma boa experiência inicial. » Retenção: número de pessoas que voltaram para saber mais. » Receita: número de pessoas que se engajaram em alguma atividade criadora de receita. » Recomendação: número de pessoas que recomendaram para outros usuários.
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“Para cada problema complexo, há uma resposta clara, simples e errada.” – H. L. Mencken.
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» Descreva a visão do produto. » Priorize os objetivos do produto. » Descreva os principais usuários, seus perfis e suas necessidades. » Explore as principais funcionalidades. » Compreenda os níveis de incerteza, esforço, valor para o usuário e valor de negócio por funcionalidade. » Descreva as jornadas mais importantes dos usuários. » Crie um plano de entrega incremental do produto, impulsionado pelo conceito de MVP.
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TEMPLATE VISÃO DO PRODUTO8 Para: [cliente final], cujo: [problema que precisa ser resolvido]. O: [nome do produto] é um: [categoria do produto] que: [benefício-chave, razão para adquiri-lo], diferentemente do: [alternativa da concorrência]. O nosso produto: [diferença-chave].
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O produto é... O produto não é... O produto faz... O produto não faz...
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DICA: certa vez, em um workshop, me perguntaram a diferença entre “é” e “faz”. Uma participante do workshop – Aurineide Cavalcante – deu uma resposta simples e eficaz: “para descrever o produto como substantivo ou adjetivo, coloque o post-it no ‘É’; mas se for um verbo, indicando uma ação, coloca no ‘Faz’”. Por exemplo: “seguro” e “aplicativo mobile” no quadrante “É”, “reserva quadra” e “conecta jogadores” no quadrante “Faz”.
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“Se você tiver que resumir o produto em três objetivos para o negócio, quais seriam eles?”.
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O que deve ter no produto para atender às necessidades da persona? Quais funcionalidades devemos construir para atingir esse objetivo do produto?
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Classificamos cada funcionalidade combinando o nível de confiança técnico (como fazer) e o nível de confiança de UX e do negócio (o que fazer).
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Source: Kindle